sábado, 8 de abril de 2017

Reflexão sobre o futuro do Futebol no Distrito de Beja de um simples adepto.


A longa angustia do futebol no distrito de Beja está para lavar e durar como diz a voz do povo. Depois de épocas em que tudo corria sobre rodas, em que os clubes do nosso Distrito apresentavam equipas em todos os escalões, em que a sucessão dos mais velhos era natural pelos talentos formados nesses clubes, onde inclusive se “exportavam” jogadores para outros campeonatos, parecia que este manancial de jogadores nunca se iria esgotar e que o futuro seria risonho, que esse mesmo futuro estaria assegurado indefinidamente. Talvez por tudo isso, talvez por excesso de confiança, quiçá por alguma incompetência de alguns dirigentes, de certeza pelo aparecimento de outras modalidades, de outras oportunidades para a ocupação dos tempos livres dos nossos jovens, e com toda a certeza por falta de investimento no presente e no futuro, estamos a chegar a um tempo em que já se teme pelo futuro do futebol distrital. Passemos a fatos. Na presente época, entre os clubes representados nas duas divisões distritais, 29 agremiações, e os dois representantes nos Campeonato de Portugal, num total de 31 Clubes, tivemos um campeonato distrital de juniores com cinco equipas mais duas no campeonato nacional da 2ª divisão do mesmo escalão. Fazendo uma simples conta de subtrair verificamos que nada menos que vinte e quatro clubes não têm base de recrutamento para os anos vindouros. Na época passada foram sete as equipas que disputaram o distrital do escalão. Na anterior chegou-se ao ridículo de apenas duas equipas competirem entre si para arranjar um representante para o nacional. Isto nos juniores. Nos juvenis o cenário não é mais animador… apenas oito equipas disputam o campeonato da presente época… sabendo nós que existe sempre um decréscimo de equipas na transição dos juvenis para os juniores, o que devemos esperar no futuro? A  AF Beja, de alguns anos a esta parte, está a apostar no incremento do futebol feminino, no incremento do futsal, com benesses e incentivos para os clubes que abracem essas modalidades. É de aplaudir. E o futebol? Onde estão os incentivos, as benesses, e porque não as exigências para com os clubes? Claro que para exigir também tem que dar em troca. Não é cobrando taxas de jogos desde os benjamins que incentiva os clubes a criarem equipas, não é cobrando inscrições de jovens jogadores a valores elevados que leva a mais jogadores e mais equipas a participar, etc., etc... Durante mais quantos anos ainda teremos futebol no nosso distrito? O que fazer para remediar tal situação? Aceitam-se propostas…

10 comentários:

  1. Sr Jose Encarnao o que escreveu e verdade nao tenho duvida mas desde 1984 que ando a lutar por melhores condicoes para os Clubes .Estibve num Clube da Cidade e estive la 10 anos , Passaram muitos directores pela AFbeja en nao se viu ninguem apoiar o Futebol quer o senior quer o Juvenil ja nessa altura as inscrições e as taxas era elevadas e por isso depois de ver que nada foi feito para beneficio dos clubes decidi sair em 1995 , e desde ai deixei de ir ver jogos apenas pago as quotas dos das Associaçoes desportivas em que estou filiado , por isso veja que cada Ano que passa isto esta pior mudam-se as pessoas na AFbeja mas tudo continua na mesma.

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  2. Querem jogos à borla sem taxas, querem inscrições à borla, então só têm uma coisa a fazer... convençam os árbitros a apitarem à borla.
    Sim... porque as taxas dos seniores não chegam nem de longe para pagar os ordenados dos árbitros.

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  3. Não me esconderei no anonimato nem declinarei qualquer responsabilidade que o meu comentário possa vir a ter. Quem me conhece sabe perfeitamente que de forma Quixotesca procuro contribuir para um futuro não só melhor para o clube que orgulhosamente represento, como também para o futuro do futebol distrital.
    De há uns anos para cá tenho tentado afincadamente contribuir para uma evolução positiva no distrito naquilo que diz respeito à formação no futebol.
    Caro José Encarnação aquilo que agora constata e o preocupa tem sido repetidamente debatido nas inúmeras reuniões convocadas pelo órgão representativo dos clubes e que a grande maioria teima em não participar a não ser que a mesma seja precedida de um sorteio de um qualquer campeonato ou taça de clubes, com escalões seniores. Mesmo nessas ocasiões, muitos, estupidamente reconhecem que estão ali por outros motivos e que esse assunto não diz respeito ao quintal deles, embora olhando afincadamente para os seus plantéis seniores, rapidamente constatamos que dados certos argumentos financeiros, provenientes de entidades terceiras, os leve a encarar o futuro de forma risonha, contando no entanto com a formação daqueles que dadas as contrariedades actuais teimam em manter um propósito em prol do futebol distrital. Pena é que esses argumentos financeiros vindos de entidades terceiras, tenham uma duração efémera e exemplo disso são as dificuldades dos vários clubes da capital de distrito e outros que embora tivessem um grande historial no panorama distrital (SC Ferreirense, SC Cuba entre outros) já tenham desaparecido dos campeonatos seniores por enquanto.
    Quando se fala em Juniores ou Juvenis poderemos alargar até aos escalões mais baixos tal como os infantis onde este ano houve uma diminuição considerável de equipas.
    Poderemos "politicamente" ser razoáveis e tentar camufladamente, de forma a sacudir a água do capote, argumentar que surgiram novas modalidades e que as mesmas podem cativar mais jovens mas por outro lado não poderemos escamotear o facto que o futebol é o menos dispendioso e posteriormente para alguns o mais lucrativo.
    Infelizmente dentro da AFB e de há muitos anos para cá existe uma argumentação baseada em livros, cursos e enquadramentos funcionais que não permitem nem permitirão um grito do Ipiranga de forma a ver a realidade de outra forma. Poderemos também verificar que entre uma grande maioria dos clubes teima a permanecer -não sei o porquê- um dever de vassalagem e uma inércia e receio, perante uma associação que é eleita estatutariamente pelos mesmos e cujo objectivo consiste de uma forma concisa em defender os interesses dos clubes, promovendo e dinamizando a actividade a que eles se propõem.



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  4. Em relação ao futebol feminino os "argumentos" do empenho desmesurado da AFB em relação ao mesmo, até o posso compreender tendo em conta o peso retributivo que o mesmo possa ter por parte da FPF e por sua vez por parte da UEFA e da FIFA. O futebol nos patamares mais elevados da sua hierarquia associativa deixou de ser um desporto e passou a ser um negocio sendo que no nível feminino existe uma grande janela de oportunidades para garante da manutenção e/ou aumento do numero de inscrições e consequentemente de lucros.
    Colocando a formação de lado e olhando para os actuais planteis seniores observamos que na sua grande maioria existe um défice de qualidade, formação e sentido desportivo. Olhando melhor também verificamos que a grande maioria de atletas que de alguma forma poderemos dizer que são os melhores, têm já uma idade muito avançada para a realidade da modalidade em questão sendo que a muito curto prazo se verificará um decréscimo muito acentuado da qualidade e consequentemente um decréscimo da quantidade algo que hoje em dia já se verifica. Há não muitos anos atrás os clubes da AFB davam-se ao luxo de seleccionar entre muitos aqueles que serviriam os seus interesses tendo os restantes que optar por abandonar o futebol ou enveredar por outros campeonatos paralelos e não federados. Hoje em dia os clubes da AFB já têm que esgrimir alguns argumentos para convencer alguns atletas que militam nesses mesmos campeonatos por forma a cumprirem as suas obrigações e a preencher os seus planteis.
    Muito mais haveria e há por argumentar mas ficarei por aqui.
    @Sr.Anónimo 9 de abril de 2017 às 00:06, embora de forma anónima o seu comentário nada tem de anónimo em relação à sua proveniência, restando apenas o exercício de o seleccionar entre um parco numero de eleitos. Certamente e melhor do que eu saberá que a AFB obrigatoriamente dá conhecimento do seu Relatório Anual de Contas sendo que é do conhecimento dos clubes o total dos valores pagos pelos mesmos à Associação no que concerne a inscrições e taxas de organização e que por outro lado também é divulgado o total de despesas que o orgão teve no exercício onde uma das rubricas é a despesa com arbitro. Uma simples conta de subtrair entre a receita e a despesa facilmente desmascara o seu inoportuno comentário. Mas isso é um assunto que apenas diz respeito aos clubes e ao órgão por eles eleito. Jogar areia para os olhos já não funciona.
    Finalizando Caro José Encarnação e uma vez que o solicitou deixo apenas uma proposta uma vez que as outras as deixo onde as devo deixar. MUDAR MENTALIDADES

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    1. O Sérgio Zambujeira pôs o dedo na ferida! O grande problema é uma questão de mentalidades que por aí proliferam. Por isso mesmo, eu, não me revejo neste tipo de politicas desportivas entre as quais a da arbitragem no futebol!!!

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  5. Meu caro Sérgio Zambujeiro, só pelos seus comentários já valeu a pena esta minha pequena reflexão. Concordo com o que disse em muitas situações. Os Clubes são o polo dinamizador da Associação e quando são chamados a opinar poucos ou nunhuns aparecem, deixando para quem decide liberdade para o que melhor servir os seus intentos.E quando esses mesmos Clubes deveriam reclamar, tal como disse, assistimos a um prestar de vassalagem que não se compreende.
    Relativamente ao futebol feminino e ao futsal, até se compreende o empenho da nossa Associação. São mais verbas e mais benesses que se recebe de cima.Mas não se pode descurar o que realmente sustenta todo o envolvimento e toda a orgânica da AF Beja, o futebol, quer de formação, quer de séniores. E quando os poucos carolas que ainda dão o "corpo ao manifesto" nos campos do nosso distrito ultrapassarem, os 40, os Carregas, os Lebres, os Facaias, e tantos outros que ainda podemos enumerar, se cansarem?
    Concordo também com a sua proposta: Mudança de mentalidades. Mas, infelizmente, como todos sabemos, essas mudanças são geracionais, não se conseguem mudar em 10 ou 20 anos...
    Cumprimentos pelo seu depoimento e por acrescentar algo`a esta discussão.

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  6. Estamos numa situação complicada. Há menos crianças como podemos facilmente verificar pelo número decrescente de turmas nas escolas dos vários anos e no futebol reflete-se essa mesma realidade.
    No entanto temos que saber contornar esse realidade e encontrar soluções para conseguir alterar a situação.
    a AFB não pode assobiar para o ar e acenar com bandeira do futsal e do futebol feminino. A AFB funciona da mesma forma há décadas e necessita de uma reformulação dos seus quadros. As ideias são inexistentes o de é só manter a fórmula e deixar passar o tempo.

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  7. Quem aqui fala dos apoios ao Futsal não vive mesmo por dentro da modalidade...Futsal na AFB está jogado aos bichos . Cumprimentos

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  8. Muito incentivo para que haja futsal?? Apoio no futsal?? Campeonato de juniores com apenas 4 equipas, campeonato de seniores com várias equipas mas muito desequilibrado..
    Concordo consigo acerca do futebol, mas procure saber mais quando afirmatodas essas coisas sobre o futsal!!
    E aconselho o senhor a analisar os resultados da taça nacional onde o SC Ferreirense está a fazer um belo trabalho a nível de juniores, com a maior parte dos miúdos a fazerem jogos pelos seniores e a tentarem crescer e elevar a nossa associação!!
    Abraço

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  9. Apoio ao Futebol feminino??equipas de milfontes amareleja barrancos nem uma sande ou fruta pras miudas???apoio pros bolsos de alguns...

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